Editorial

Alvorada

20/03/2022 às 05:30
Atualizada em 20/03/2022 às 05:30.

Dois anos, mais de 650 mil mortes no Brasil e 6 milhões pelo mundo. A longa noite da pandemia do coronavírus (Covid-19) vai finalmente dando lugar aos primeiros raios de sol da normalidade, que foram sinalizados pela decisão do governo do Estado de São Paulo em abolir a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos e fechados, embora ainda seja recomendado seu uso em ambientes como o transporte público e no interior de hospitais.

Um momento que foi aguardado por quase todos os 210 milhões de brasileiros desde a declaração do estado de pandemia global da Covid-19 - todos aguardavam a sinalização da volta ao "velho normal", dos beijos e abraços, dos sorrisos nos bares e lanchonetes, sem os olhares de desconfiança e repreensão por uma máscara fora do lugar ou com uma tosse mais proeminente.

Mas não há como não ficar com várias "pontas" de esperança com dados como a queda do número de 63 mortes diárias na última semana por Covid-19 no Estado, diante do horror que foram os picos das duas primeiras ondas em 2020 e 2021. No entanto, há de se dar os nomes certos para os autores deste "milagre".

O recuo da pandemia não foi obra da providência divina, ou mero tédio por parte do vírus. O recuo aconteceu por conta da seriedade do assunto assumida pela grande maioria da sociedade, pelas vacinas, pela adesão ao uso de máscaras, pela adoção de novos hábitos e itens pessoais, como o álcool em gel, e pelo compromisso da ciência, e não de negacionistas.

Engana-se que a alvorada deste novo mundo pós-pandemia representa que as mortes, internações e o medo que vivemos foram apenas um pesadelo. Tudo o que passamos deve servir de ensinamento para que doenças que possam nos atingir no futuro não nos coloquem de joelhos como ocorreu com a Covid-19. Que esta geração não deixe perder as duras lições que aprendemos com a empolgação e com a desinformação, para que as imagens dos sepultamentos, dos leitos lotados e do desespero pelo qual passamos nos dias mais tenebrosos sejam em vão.

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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