Editorial

Um título que vale

24/04/2022 às 05:30
Atualizada em 24/04/2022 às 08:10.

Há um ditado que diz que "se votar mudasse alguma coisa, seria proibido", antigamente até poderia fazer sentido, mas depois dos acontecimentos desta semana, em que a Presidência da República tomou uma atitude completamente fora da liturgia do cargo ao dar o benefício da graça ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que havia sido condenado, na mesma semana, a oito anos de prisão por crimes que teriam ocorrido, segundo as denúncias, entre 2020 e 2021. Na ocasião, o parlamentar defendeu, por meio de vídeos nas redes sociais, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e intervenção militar, a história mudou. Isso foi constatado como tentar impedir o livre exercício dos poderes da República.

Pois bem, após sua condenação, nem bem os microfones dos ministros haviam sido devidamente desligados, e a Presidência da República informa que vai emitir um indulto de graça ao petebista? Como dizia um ex-inquilino do Palácio do Planalto, nunca antes na história deste país um criminoso foi tão rapidamente perdoado por um presidente, e estamos falando de algo que lembra os resquícios da monarquia, quando o imperador podia indultar um cidadão condenado. Esta atitude foi tomada para beneficiar o cercadinho que ocupa os arredores do Planalto.

Este cercadinho é um grupo que gosta de fazer barulho, mas, felizmente, vem perdendo força na parte que mais importa: votar. Se em 2018 o atual comandante do Executivo nacional tinha a simpatia dos eleitores que queriam tirar o PT do poder, muito embora o partido já tivesse saído com o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer, agora o olhar é outro. Mesmo em governos anteriores, desde a redemocratização em 1985, nenhum deles lançou mão de tal mecanismo.

O momento exige análise do eleitor para entender o que está ocorrendo com o maior símbolo brasileiro, a Presidência da República. Aqui não é uma defesa de governos passados, mas sim da democracia. Caso se mantenha o atual inquilino, podemos esperar outras ações autoritárias como esta nos próximos anos.

 

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