Editorial

Abaixo da meta

05/05/2022 às 05:30
Atualizada em 05/05/2022 às 07:11.

Levantamento feito pela reportagem junto às prefeituras mostrou que a vacinação contra gripe ainda tem muito o que percorrer. Os números mostrados na matéria indicam que o atual público-alvo, como idosos acima de 60 anos, mulheres que deram à luz a 45 dias, e crianças de até 4 anos, estão entre 20% e 30% da cobertura, isso em vias da campanha mudar de fase a atingir outros públicos. O recomendado pelo governo do Estado é que 90% do público esteja vacinado.

Isso é uma tristeza para um país que tinha um dos melhores programas de vacinação do mundo, reconhecido internacionalmente, e agora começa a minguar naquilo que tinha que ter orgulho, que era conseguir vacinar grande quantidade de pessoas, agora é quase preciso implorar para que as pessoas tomem a vacina, seja ela para prevenir a doença que for.

Um exemplo é o sarampo, que havia sido erradicado do Brasil em 2016, mas que em 2019 a doença resolveu reaparecer. Mas o que mudou para que isso ocorresse? Com a vacinação em dia, fica mais do que claro que a doença não chegaria, mas grupos ideológicos começaram a pensar de forma diferente, apontando que vacinas não funcionam e que não permitiriam que partes dos vírus fossem injetados em seus corpos para criar a resistência necessária para combater a doença.

Esse pensamento parece ter contaminado a campanha de imunização contra a mais comum das doenças, que é a gripe. Embora na maioria das vezes possa não apresentar problemas mais graves, em alguns casos ela pode se desenvolver de tal maneira que possa matar uma pessoa, não sem antes esta mesma pessoa ter frequentado hospitais e demais unidade de saúde para tentar se curar. Sim, as mortes são raras, mas existem, ainda mais em pessoas que não tenham grande resistência ao vírus.

O sentimento de coletividade e cidadania deve ser retomado pela população, orientada pelos seus governantes. No momento em que a vacina contra a Covid-19 foi criada, muitos contrários à imunização diziam que se pegassem a doença, o único a perder seria ele próprio, mas claro que isso não é verdade, uma vez que, não só a Covid, mas outras também doenças, são transmissíveis. É torcer para que a vacinação volte a ser rotina entre os brasileiros.

 

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