Editorial

Enfrentamento

18/05/2022 às 05:30
Atualizada em 18/05/2022 às 09:08.

As denúncias de violência contra crianças e adolescentes lideram o ranking do Disque 100, mantido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas para proteção daqueles que são os futuros das cidades, estados e do país. Por isso campanhas de conscientização devem ir além deste dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Ações do poder público são fundamentais e fazem toda a diferença, contribuindo para a retirada de crianças de situações de violência e também trabalhando com famílias em situação de vulnerabilidade. A violência está presente na falta de acesso à educação e à saúde de qualidade, à condições mínimas para sobreviver. Triste perceber que ainda é comum que crianças deixem a escola para ajudar a família que passa por necessidades. É preciso erradicar o trabalho infantil definitivamente, mas que suporte é dado para essas famílias?

Por outro lado, o abuso e a exploração sexual não estão apenas onde faltam condições mais dignas de vida, a violência está em todas as classes, presente também onde se acredita que crianças e jovens têm de tudo. Um abuso que não é apenas físico e deixa marcas evidentes, difíceis de ignorar, mas também é psicológico, deixando cicatrizes invisíveis que seguem por toda a vida. Isso sem tocar no número crescente de casos de estupros de vulneráveis. Criado há mais de 30 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, garantindo direitos fundamentais como o direito à vida, à saúde, à dignidade, ao respeito e à liberdade. Direitos no papel, que precisam estar presentes no dia a dia, no enfrentamento contínuo à violência.

Assim como não adianta fechar os olhos e não "meter a colher" em brigas de casal, também é omissão ignorar choro, reclamações e mudanças de comportamento de crianças e adolescente. Não podemos assumir essas situações como o normal, também cabe a nós, como sociedade, fazer a nossa parte e denunciar.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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