Editorial

Violência

23/06/2022 às 18:33
Atualizada em 23/06/2022 às 18:33.

A violência contra a mulher aumenta, e o grau de crueldade a cada caso parece se intensificar como o ocorrido esta semana com o assassinato da jovem grávida de 22 anos. De acordo com as autoridades policiais, o autor do crime foi um ex-namorado em decorrência de uma discussão sobre a paternidade do bebê que ela esperava. Ele ainda ocultou o corpo em uma mala.

É difícil acreditar até onde vai uma pessoa, especialmente um homem, quando é contrariado e não tem seu desejo atendido. Claro que não se pode generalizar, mas não são raros os casos de crimes envolvendo ex-maridos, ex-namorados que não aceitam o término de relacionamentos.

Vale lembrar que não faz muito tempo, demos uma matéria com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) que apontavam, no Alto Tietê, entre 2020 e 2021, houve sete casos de feminicídio. Um número que parece baixo, mas não é, e não inclui as tentativas que são muitas. Assim como os casos de agressões, como as imagens que tomaram as redes sociais protagonizadas por um procurador, que atacou uma colega. Situações que mostram que a violência contra a mulher perpassa toda a sociedade.

Na verdade são questões culturais, que permanecem em muitos homens, que fingem que aceitam as conquistas das mulheres, sua independência e autonomia. E onde isso pode ser transformado? Como sempre destacamos aqui um dos princípios é a educação, dentro e fora das escolas.

Aliás a igualdade de gênero é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas. Mas, óbvio que não é só papel dos educadores, mas também das famílias, trabalhar por esta mudança de mentalidade, de comportamento. Vivemos novos contextos e precisamos pensar diferentes das gerações que nos antecederam.

O desafio do mundo é evoluir, não banalizar a barbárie que se mostra cada vez mais generalizada. Uma evolução que não está apenas na pesquisa e desenvolvimento no universo dos negócios e da ciência, na inovação tecnológica, é, principalmente, uma questão social, que beneficiará a todos.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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