Artigo

Igreja sem pecado

Mauro Jordão
03/07/2022 às 06:00
Atualizada em 03/07/2022 às 06:00.
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mauro jordão - FOTO: mauro

Nos meus verdes anos de adolescência havia confrontos entre as várias denominações, estabelecendo de forma visível, o território de cada uma. Católico era apostólico romano e evangélico era desligado da autoridade papal. Além da católica, outras denominações se estranhavam por aprovar, ou não: o batismo por imersão ou por aspersão, o modo de se vestir e o corte de cabelo da mulher.

Naquela época havia muito testemunho cristão de aparência. Nos dias atuais, grande parcela dos "fiéis", que já não são fiéis à Igreja, estão adorando mais o mundo do que a Deus.

O Papa Bento XVI sentiu dificuldade para manter-se no trono do Vaticano a fim de pastorear além de grande parte do rebanho rebelde, ainda, lutar com os lobos vorazes de poder dentro da Cúria Romana, causa principal da sua renúncia.

Os Movimentos de Fé da ala protestante, a partir de 1970, inverteram o mandamento de Cristo: "Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas humanas necessárias como beber, comer e vestir vos serão acrescentadas"; as coisas acrescentadas: riqueza, poder, cura e prosperidade tomaram o primeiro lugar na pregação dos líderes neopentecostais que encheram os templos de gente crédula que crê na promessa que é dando que se recebe a benção; então, a multidão das ofertas financeiras enriqueceram os bolsos dos telepregadores.

A Igreja sem pecado pós-moderna não precisa mais de confessionários para pedir perdão ao sacerdote e nem confessar pecados diretamente a Deus.

Do Deus justiça ficou apenas o Deus amor que tudo aceita e perdoa.

Quarta-feira de Cinzas pra quê, se "não há pecado do lado debaixo do equador" segundo Ney Matogrosso?

As ovelhas rebeldes não entendem quando o Supremo-pontífice, na busca da purificação da Igreja, veta o preservativo, o aborto na gravidez indesejada e os anticoncepcionais; quando estes, pelo mau uso, servem para a degradação moral e ética, sem respeito à vida.

A sociedade "sem pecado" se ilude ao tentar fazer o Papa aprovar o que Deus reprova.

Mauro Jordão é médico.

 

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