Editorial

O tempo corre

02/07/2022 às 06:00
Atualizada em 02/07/2022 às 06:00.

Em um filme de ação do começo dos anos 2000, o personagem de um oficial militar dizia a seu subordinado que jantares finos e caviar são artigos de luxo que eles tinham à sua disposição, mas tempo não era um luxo. E, em pleno ano de 2022, esta constatação volta à baila do público de maneiras que não poderiam se imaginar à ocasião em que o filme foi lançado.

As recentes declarações da direção da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes colocam data e hora para uma das piores crises que uma administração pública pode vivenciar: a perda da capacidade de atendimento de urgência e emergência de sua população. Diante da emergência da situação, o que antes era uma tratativa entre apenas dois entes - contratante e contratada - ganha novos participantes e uma nova perspectiva. Com a Câmara Municipal, o Ministério Público como novos participantes do processo, a preocupação com o atendimento à comunidade começa a aumentar.

Mas não se trata do caso isolado de Mogi das Cruzes sobre dilemas e caminhos a escolher. O "pacote de bondades" do governo federal sob a provisão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que suspende o teto de gastos e despeja bilhões de reais em benefícios e subsídios, faltando menos de três meses para a eleição, mesmo com o carimbo do "estado de emergência" não figura como tal, e age como se nenhum gestor público tivesse vivido os últimos três anos neste mundo de crises econômicas e guerra.

Poucas são as crises que surgem sem um aviso prévio, e contra estas contingências não há outra solução a não ser absorver o impacto e prover as melhores condições possíveis para atender o interesse comum. Na maioria dos casos, é um processo prolongado, de ritmo lento e contínuo.

No entanto, é fácil olhar para o passado sem sofrer de miopia diante das escolhas e possibilidades de cada um, e a resolução deste caso demonstra os meandros e desafios da administração pública. Mesmo à contragosto de governantes e servidores públicos, o tempo corre, e corre de maneira impiedosa sobre aqueles que não estão preparados. Em Mogi, ainda há tempo.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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