Editorial

O nó da Educação

03/07/2022 às 06:00
Atualizada em 03/07/2022 às 06:00.

Independentemente de partidos políticos ou posições ideológicas, todos sobem ao palanque para defender a necessidade de uma educação forte para a construção de um futuro melhor para nosso país, nossa comunidade, nossos filhos e netos.

A edição de hoje do MogiNews/DAT traz o levantamento de dados junto à Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) sobre o número de alunos do Ensino para Jovens e Adultos (EJA) na rede estadual do Alto Tietê, e do período de inscrições para o programa que concede diploma e reconhecimento de escolaridade para aqueles que, por diversos motivos, não concluíram a etapa na infância e adolescência.

Por décadas, a educação pública no Brasil mantém-se amarrada em um nó indesatável. Conflitos programáticos, progressão automática, sucateamento de estruturas e de mão de obra resultaram no arrasto e lentidão da briga entre o progresso e o analfabetismo, resultando no "projeto" descrito por Darcy Ribeiro como o resultado da crise no sistema educacional. Formou-se a prorrogação das castas feudais com os bancos das universidades inacessíveis para a população, e a contínua formação de mão de obra dócil, subserviente e agradecida por uma chance de servir ao poder vigente. E os desdobramentos do noticiário nacional, que mostram a transformação do Ministério da Educação e da Educação Básica num infame mercado de influências e corrupção pouco contribuem para a esperança, e apenas alimentam a indignação.

Qualquer iniciativa para a inclusão no Ensino que contribui para a redução dos índices de analfabetismo é nobre e merece ser celebrada de forma efusiva, cabe ao Poder Público e à sociedade como um todo entender primeiramente que esta educação não pode e não deve ser feita à revelia das necessidades de homens e mulheres que possuem responsabilidades, empregos e histórias. A evasão escolar não é um fato contido em si, mas o resultado de um contexto maior que precisa ser compreendido e tratado de acordo.

A despeito dos nós e das dificuldades, homens e mulheres enfrentam a longa caminhada pela redenção, que deve ser sem embaraços, com qualidade e humanidade.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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