Editorial

Respiro tributário

Katia Brito
05/07/2022 às 05:30
Atualizada em 05/07/2022 às 06:28.

Quem circula pelos postos de combustíveis de Mogi das Cruzes e região tem respirado mais aliviado nos últimos diante da queda no preço, especialmente a gasolina. Com a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, o preço sofreu uma queda significativa que alivia o bolso do consumidor.

Um alívio, com caráter eleitoreiro provavelmente de quem governa o País, e também de governadores que buscam a reeleição, mas que beneficia quem tem um carro de passeio e também quem trabalha com o veículo.

Outro ponto de respiro é a taxa do desemprego que ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio. O resultado foi divulgado na semana passada pelo IBGE, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa do trimestre desde 2015, quando chegou a 8,3%. Por outro lado, o rendimento real habitual apresentou queda de 7,2% no período. Mesmo assim, a expectativa é que o desemprego em queda seja indicativo de um processo de recuperação da economia.

Voltando para os combustíveis, a redução do preço como consequência do imposto menor, prova como é alta a incidência de impostos sobre produtos e serviços, e como rever a carga tributária pode ter um impacto positivo para todos. Será que o mesmo não poderia ser feito no setor alimentício?

A ida ao supermercado segue sendo cada vez mais penosa, com os preços aumentando constantemente, se tornando até mesmo proibitivos para o consumo de muitos, como ocorreu com a carne bovina. Os mais penalizados quando os preços aumentam da forma como estão é sempre quem vive com pouco, em situação de vulnerabilidade.

Nas prateleiras, o vilão mais recente é o leite, com o litro custando acima de R$ 6. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado em maio pelo IBGE, já apontava uma alta de mais de 10%, ultrapassando o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%). Números que mostram que a necessidade de um respiro tributário não apenas nos combustíveis, mas, também nos alimentos. 

 

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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