Editorial

Unidas

10/07/2022 às 06:00
Atualizada em 10/07/2022 às 06:00.

A violência contra a mulher não foi uma exclusividade dos noticiários do Alto Tietê nesta semana: a demissão do presidente da Caixa Econômica Federal diante de acusações de assédio moral e sexual contra funcionárias e o afastamento de um professor do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na cidade de Bauru, por assédio sexual contra alunas dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas são apenas os dois sintomas mais recentes do sexismo estrutural que aflige a nossa sociedade.

Toda violência deixa marcas na alma e, em muitos casos, deixa marcas no corpo. Deixa um lembrete diário sobre o abuso da força e da ignorância sobre sua vítima, que é obrigada a reviver diariamente a dor física e psicológica do auge da quebra de confiança que pode existir entre um homem e uma mulher.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que entre março de 2020 e dezembro de 2021, no período da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mais de 2,4 mil mulheres foram mortas por homens simplesmente por sua condição de mulher e por exercer sua identidade. Mesmo que em São Paulo a média de casos esteja abaixo da média nacional, estamos longe da utopia da igualdade e do respeito entre gêneros, o que ainda gera vítimas e marcas.

O mundo não é mais um lugar que comporta o silêncio das mulheres diante da injustiça e da violência: dos coletivos feministas às representantes na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional que buscam mudar as leis que beneficiam e escondem, aos gestos de cunho mais intimista, como o trabalho de uma tatuadora de Mogi das Cruzes que ajuda mulheres vítimas de violência a virarem a mais dolorosa das páginas.

Embora haja pontos de divergência entre os diversos setores da sociedade, o campo da defesa dos direitos da mulher é o ponto da estrada em que todos e todas, independentemente de seu posicionamento ideológico, se encontram. E seu protagonismo em buscar justiça e alento às vítimas pode e deve ser estimulado todos os dias do ano, indo muito além de março, no Dia Internacional da Mulher.

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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