Editorial

Sem trégua

14/07/2022 às 05:30
Atualizada em 14/07/2022 às 09:06.

A violência nos assola e não dá trégua, especialmente para as mulheres, em uma sociedade que ainda tem o machismo enraizado, com homens que pensam na mulher como um objeto, um ser inferior disponível para atender suas vontades, e seguem certos da impunidade. Cada vez fica mais claro que não é preciso nada, além de ser mulher para estar na mira de criminosos de todos os tipos, dos atos violentos aos discursos de ódio.

A violência doméstica cresceu nos períodos mais duros da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e os casos de feminicídio aumentam, como vimos em matérias que divulgamos recentemente, e os números seriam ainda mais preocupantes se fossem contabilizadas nas estatísticas da Segurança Pública também as tentativas. Há que se reconhecer o importante trabalho feito pelas Patrulhas Maria da Penha, tendo como referência Suzano.

A violência, porém, segue sem trégua contra mulheres, com riscos multiplicados quando se soma o racismo, o capacitismo (contra pessoas com deficiência), a homofobia, a transfobia, o idadismo, entre outros preconceitos. E não há como não se chocar com o anestesista preso por estupro no Rio de Janeiro. A investigação revelou que não se trata de um caso isolado, mas possivelmente houve outras vítimas.

Como não se indignar com a violência que neste caso ocorreu em um momento que deveria ser mágico na vida da mulher, que é o nascimento de um filho. Normalmente acolhida por profissionais de diferentes áreas, atentos a ela e ao bebê que chega, e não como o preso que ao que tudo indica premeditava o estupro. E agora, é ele quem corre o risco da violência sexual, ficando isolado de outros presidiários.

Vivemos um ciclo de violência que parece não ter fim, e às mulheres este risco é ainda maior pelo simples fato de ser quem são. A solução recai mais uma vez sobre a educação, a mudança cultural, que trabalhe a igualdade de gênero, como estabelece um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), muito presente nas falas, mas pouco nas ações práticas.

 

 

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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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