O mercado reage

Notícias que tratam do aumento na oferta de empregos no país são sempre bem-vindas, independentemente da época e do contexto em que elas ocorram. Os dados divulgados na quinta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram um saldo positivo de mais de 6 mil postos formais de trabalho nas cinco cidades com maior população do Alto Tietê, porém, ganham maior projeção por se referirem ao primeiro quadrimestre deste ano, período em que o agravamento da crise sanitária provocou medidas de restrição em vários setores da economia.

Para se ter uma ideia de como esses números positivos regionais, que corroboram os dados nacionais, merecem destaque, basta fazer um recorte no cenário brasileiro para se comprovar a discrepância entre os quatro primeiros meses de 2020 e de 2021. Neste ano, foram geradas 957.889 vagas formais; já no ano passado, esse mesmo saldo foi negativo com o fechamento de 763.232 postos.

A reflexão necessária para a distância entre os números deve considerar que, no ano passado, a pandemia estava no início, mas as medidas restritivas foram mais intensas, refletindo de forma mais contundente no mercado de trabalho. Os empresários encontraram maiores dificuldades para encarar a crise. Neste ano, mesmo com a crescente estatística de mortos e de casos positivos, o quadro trabalhista foi bem mais generoso.

Ao que parece, o mercado já se adaptou às características negativas da economia e encontrou soluções criativas e corajosas de investimento em período de crise. Comércio, Indústria e Serviços abandonaram o discurso de lamentações e protestos contra os governantes e arregaçaram as mangas para reaquecer o emprego. Assim, os dois lados se saíram bem: os trabalhadores voltaram às atividades formais e as empresas retomaram o crescimento.

A perspectiva daqui para frente é bem animadora. A pandemia do coronavírus mostra que tem força para durar um bom tempo, mas o poder de reação das pessoas supera qualquer crise. Que ao menos na questão da empregabilidade, o movimento socioeconômico continue na mesma toada.

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