Pandemia e tecnologia

Nos últimos 30 anos a evolução da informática foi mais do que notória. Desde os primeiros computadores ainda com uso dos jurássicos monitores monocromáticos de tela de fósforo verde até os mais sofisticados equipamentos da atualidade, a linguagem digital não parou de avançar e ainda está longe de chegar a um ponto final. Da mesma forma, os recursos proporcionados pela telefonia móvel provocaram uma verdadeira revolução no sistema, responsável pela mudança do comportamento humano na chamada era digital.

Esse avanço tecnológico ficou evidenciado mais ainda durante a pandemia da Covid-19. Seria inconcebível imaginar a luta contra os males da doença sem o pilar da tecnologia. De tarefas aparentemente simples, como o agendamento de vacinas, por exemplo, até a operação dos equipamentos médicos avançados, como respiradores, aparelhos de tomografia e o próprio desenvolvimento mundial dos imunizantes, tudo se apoia em programas de computador e na abrangência da internet.

O mais triste nessa história é que antes de se chegar à necessidade de recorrer ao poder da tecnologia para combater o coronavírus, ações primárias e individuais, como o uso de máscara de proteção, higienização das mãos com álcool em gel e o famigerado isolamento social, dependem exclusivamente da consciência humana, o que parece ser uma fantasia para muitas pessoas. É incalculável o que poderia ser evitado de mortes e de economia com recursos médicos se todos agissem de maneira simples e sensata dentro seu próprio universo.

Mas é igualmente fora das estimativas imaginar em quais patamares estaríamos se não fossem os recursos tecnológicos disponíveis. Por um lado, a tecnologia caminha rapidamente para padronizar a atitude das pessoas, buscando o meio termo entre a razão e a emoção. Por outro, muita coisa depende somente da ação humana, o que proporciona a evidência dos contrastes e efeitos da Covid-19 no mundo inteiro. Países desenvolvidos conseguiram reagir melhor à pandemia, já aos em desenvolvimento, restou a tarefa de contar as vítimas fatais.

Deixe uma resposta

Comentários