Dividir para somar

Fazendo uma analogia das contraditórias operações matemáticas, é possível afirmar que a melhor maneira de somar é por meio da divisão das unidades. Parece uma ironia sem fundamento, mas a partir da fragmentação das tarefas, pode-se chegar a um objetivo mais abrangente. Assim, fica mais lógico compreender que ações executadas com um sentido único alcançarão os melhores resultados.

O contexto da vacinação contra a Covid-19 ilustra com propriedade esse raciocínio curioso. Com quatro imunizantes autorizados no Brasil - CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen-, a vacinação no país avançou gradativamente nas últimas semanas. E as ações conjuntas entre governos federal, estaduais e municipais, mesmo com toda a conotação política que possam ter, devem ser elogiadas.

Na região, a postura do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) ao lado das prefeituras para a obtenção dos imunizantes é louvável. A cada dia novas remessas são enviadas para a região e devidamente informadas para o conhecimento das pessoas. Mesmo que algumas cidades figurem na rabeira da lista do Estado em total de vacinas aplicadas em proporção aos habitantes, os esforços conjuntos têm levado a uma crescente imunização dos moradores.

O princípio da divisão de tarefas em busca de um resultado mais amplo e célere, no sentido da imunização em massa da população, tem surtido efeito positivo. Estamos caminhando para a total cobertura da população adulta, prevista para meados de outubro, com as doses ofertadas no país. Atualmente, moradores a partir dos 36 anos de idade já podem efetuar o agendamento.

Com a baixa quantidade de vacinas disponíveis de um determinado fabricante, o melhor mesmo é aumentar a oferta e ampliar o elenco de fornecedores para conseguir uma cobertura maior de imunização no país. Os números desta semana comprovam a teoria - estamos com quase 40% da população brasileira vacinada com a primeira dose e perto de 12% com as duas doses ou a dose única.

O que vale nessa conta é que quanto mais vacina (e de mais fabricantes), melhor. Só assim, vamos superar com maior brevidade a fase mais crítica da pandemia.

Deixe uma resposta

Comentários