Comércio se anima

Depois de atravessar um período crítico de quase um ano e meio enfrentando as rigorosas medidas de restrição ocasionadas pela pandemia do coronavírus, o comércio vive um momento de puro otimismo. Na quarta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que, a partir de amanhã, a flexibilização das regras restritivas chega ao seu ponto mais tênue, permitindo a abertura dos estabelecimentos até a meia-noite e a ocupação de 80% da capacidade. Melhor que isso é a possibilidade aventada de que no dia 17 de agosto, ao menos nas questões de tempo e presença de público, o normal estará de volta e o fim das restrições será decretado.

Se essa liberação for confirmada, os comerciantes terão tempo hábil para planejar as ações mercadológicas voltadas para o principal período de vendas, que inclui as comemorações do Natal e Ano Novo. O vento favorável permite sonhar com uma parcial recuperação do comércio, já que os prejuízos acumulados durante a pandemia foram elevados. Da mesma forma, por reação, o mercado trabalhista deve aquecer e novas oportunidades de emprego irão surgir. A retomada da normalidade deve ter efeito cascata, carregando na correnteza diversos setores da produção e consumo.

De acordo com avaliação das entidades representativas do comércio, 60 novas empresas se estabeleceram após o início da flexibilização, como prova de que a recuperação empresarial é realidade. A estimativa é de que os índices de crescimento do setor, comparados com o cenário de dois anos atrás, possam estar concretizados num período entre 18 e 24 meses.

No entanto, há ainda a combinação de outros fatores para que isso possa ocorrer. Um deles é o avanço da vacinação contra a Covid-19, cuja perspectiva de cobertura total da população adulta está prevista para meados de setembro. A partir da imunização, poderemos ter o controle da doença e a manutenção em baixa no surgimento de novos casos e mortes. Mesmo que a situação aparente estar normalizada, as pessoas ainda precisarão manter as regras de segurança, com o uso de máscaras e de álcool em gel, e, acima de tudo, evitar aglomerações.

Deixe uma resposta

Comentários