Mais empregos

Um dos temas que certamente vai despertar boas discussões neste ano, a geração de empregos será pauta obrigatória para os embates eleitorais. Registrando déficit ampliado pelas restrições de circulação em virtude do coronavírus, nos últimos dois anos, a necessidade de abertura de vagas de trabalho formal e uma rápida redução nos níveis de desemprego no país estarão na plataforma de campanha dos candidatos. Quem garantir a melhor proposta, mesmo que o discurso se distancie frequentemente da prática, pode conseguir os votos desejados para sua eleição. Isso vale para presidente, senador, governador e deputados.

A boa notícia para o Alto Tietê neste início de ano partiu do levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ainda com dados referentes a novembro de 2021, mas que dão uma boa perspectiva para os próximos meses. Segundo o estudo, a região contabilizou 12.139 admissões e 9.946 demissões no período, deixando um saldo positivo de 2.203 vagas. Destas, cerca de 1,2 mil foram criadas em Mogi das Cruzes.

Entre os setores da economia que tiveram o melhor desempenho em novembro do ano passado, destaque para Comércio e Prestação de Serviços, com 1.939 novas vagas abertas na somatória das cidades. No setor comercial, o Alto Tietê teve 1.065 novas vagas, altas puxadas por Mogi das Cruzes (457), Suzano (218) e Itaquaquecetuba (150). Já na Prestação de Serviços, foram 874 vagas nas dez cidades, com destaque para Mogi das Cruzes (544), Suzano (291) e Arujá (45). No entanto, as cidades de Santa Isabel (-50) e Poá (-43) foram as que registraram saldo negativo de empregos com carteira assinada.

Melhor termômetro nas estatísticas de geração de empregos, a Indústria vive um longo período de estagnação, com a abertura de poucas vagas, criação limitada de novas empresas e uma crise generalizada de alguns setores, como o automotivo, que vai lembrar 2021 pelo fechamento de algumas fábricas no Brasil. Porém, tudo leva a crer que o pior momento está passando. Independentemente da alta da inflação e os riscos de baixa na produtividade nacional, os dados do Caged são animadores.

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