A vez das crianças

Depois de mais um período turbulento de indefinições provocado pelas tendências ideológicas da presidência da República, com o lamentável aval do Ministério da Saúde, começou neste final de semana, oficialmente, a vacinação do público infantil contra a Covid-19, de 5 a 11 anos, no Brasil. Já na sexta passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), abriu o calendário mostrando o primeiro vacinado no Estado: Davi Seremramiwe Xavante, indígena de 8 anos, que faz tratamento de saúde no Hospital das Clínicas da USP. O primeiro grupo prioritário a ser atendido é formado por crianças com comorbidades, indígenas e quilombolas.

Em Mogi das Cruzes, a campanha foi iniciada no domingo, com a presença do prefeito Caio Cunha (Pode), a partir da imunização de Myrindju, indígena da aldeia M'Boiji e autista, de 6 anos de idade. No total, segundo dados da secretaria de Saúde, foram vacinadas 420 crianças, em cinco postos de saúde destinados a atender o público infantil.

No sábado, em Suzano, o município realizou uma cerimônia simbólica no Cineteatro Wilma Bentivegna, dirigida pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL). A primeira criança a receber a dose da Pfizer foi Vinícius Simões de Oliveira Machado, de 11 anos. Além dele, outras nove crianças com diferentes idades e comorbidades foram vacinadas representando o novo público contemplado.

Ao contrário da lentidão que ocorreu no início da campanha de vacinação no país para os adultos, há exatamente um ano, a cobertura do público infantil deve ser bem mais rápida. De acordo com as autoridades, a expectativa é de que até meados de fevereiro todas as crianças na faixa etária de 5 a 11 anos já tenham recebido a primeira dose. O governo federal anunciou, inclusive, que mais 1,2 milhão de doses da Pfizer chegaram ontem ao país, antecipando a programação de entrega de imunizantes.

Além de todos os benefícios já comprovados pela ciência a respeito da eficácia das vacinas contra a Covid, a imunização de crianças cumpre outro papel fundamental: às vésperas do início do ano letivo, o sentimento geral de segurança sanitária com o atendimento do novo público vai crescer bastante.

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