EDITORIAL

Perdas na Educação

21/01/2022 às 05:30
Atualizada em 21/01/2022 às 05:30.

A abertura do calendário letivo deste ano, previsto para o próximo mês pela maioria das redes de ensino, nos diversos níveis de aprendizagem, vai colocar em xeque toda uma estrutura deteriorada nos últimos dois anos pela pandemia da Covid-19. Desde a paralisação total das atividades presenciais no início da crise sanitária, em 2020, até a retomada parcial e híbrida das aulas no decorrer do ano passado, o setor viveu o período mais crítico de sua história. Estudos recentes indicam que o prejuízo na aprendizagem dos estudantes é notório. Pais, responsáveis, educadores, especialistas e os próprios alunos concordam que há uma preocupante defasagem no setor, que trará reflexos negativos pelos próximos anos.

Uma pesquisa publicada ontem no site de notícias do UOL, realizada pelo Datafolha, conclui que as perdas de aprendizagem durante a pandemia são consideradas "irreparáveis" para quatro de cada dez entrevistados. Ao todo, foram ouvidas 2.070 pessoas em 129 cidades diferentes no país. A reportagem do UOL conversou com o superintendente do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Para ele, a percepção desse grupo de entrevistados pode estar ligada ao que chamou de "vivência negativa" em relação ao ensino remoto, ferramenta utilizada pelas instituições para aliviar a ausência física dos estudantes nas escolas.

Agora, com o retorno iminente das atividades escolares, é que será possível dimensionar, na prática, o volume do prejuízo provocado pela pandemia. Os estudantes, principalmente os mais jovens, terão de passar por avaliações para definir o estágio atual da aprendizagem, comparando-o com aquele em que eles deveriam estar. A questão da alfabetização é ainda mais delicada. Muitas crianças que já deveriam estar lendo e escrevendo, função básica da educação escolar, ficaram estagnadas, sem apoio familiar, absolutamente por falta de condições de pais e responsáveis.

O ensino brasileiro precisará encontrar os mecanismos necessários e possíveis para estabelecer políticas públicas que possam, ao menos, amenizar esse quadro sombrio vivido pela Educação na atualidade.

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